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A Ratoeira Carmo A madrugada do dia 25 de abril de 1974 trouxe para a rua os desejos mais profundos de liberdade e democracia do povo português.
A música “E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, foi a senha radiofónica que deu início à “Operação Fim Regime”.
Da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, saiu sob comado do capitão Salgueiro Maia uma coluna militar constituída por 240 militares.
O objectivo da operação militar era apenas um: acabar com o Estado Novo e tudo o que 48 anos de ditadura fascista significavam: opressão, ausência de liberdade, censura, tortura e guerra colonial.
Marcello Caetano, o chefe do conselho de ministros e último resquício de um regime bolorento, caquéctico e sem apoio, refugiou-se no Quartel do Carmo. Na época, o Quartel do Carmo era o Comando Geral da GNR e servia de residência às famílias dos oficiais da GNR. O refúgio revelou ser uma autêntica ratoeira.
Marcello Caetano sairia dali no final do dia na chaimite “Bula” e sob prisão da força do Capitão Salgueiro Maia.
O dia inicial, inteiro e limpo onde o povo português emergiu da noite e do silêncio foi finalmente pintado com cravos e com a Grândola Vila Morena.
Hoje, quando se assinalam 42 anos de um dos acontecimentos mais marcantes da história de Portugal, apresentamos: “Os últimos momentos na ratoeira do Quartel do Carmo”.
















