Carnaval de Verão 2013

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Carnaval de Verão 2013

As primeiras ideias começaram a surgir ainda o verão estava a despertar e, em inícios de Julho, o tema estava decidido. “PROFISSÕES” seria o tema e através dele construiríamos o nosso corso. A realidade política, social e desportiva portuguesa e internacional trataria de nos fornecer os temas a satirizar. Preparava-se assim o Animares para apresentar um desfile centrado nos temas quentes do nosso quotidiano. Em tempo de resgate financeiro, de severo aperto fiscal e de escândalos políticos e sociais não poderíamos deixar de apontar o dedo e de satirizar alguns desses factos. Deste modo, as profissões escolhidas seriam encarnadas por agentes nossos conhecidos. Apresentaríamos: o coveiro Coelho, ladeado pelo ceifeiro da morte, a enterrar Portugal sobre o olhar e a batuta atenta da Sra. Merkel; o carrasco Portas, enforcado o Zé Povinho carregado de impostos; o vidente Gaspar, profetizando na sua bola de cristal o fim da crise e a prosperidade; o carpinteiro Relvas, fazedor de “cadeiras” e distribuidor de diplomas e favores; o servente Borges, serviçal dos grandes grupos internacionais e facilitador na privatização dos bens públicos, atuando sobre o olhar sereno e comprometedor do regulador Cavaco; os vendedores, Pinto da Costa, o da fruta, e Viera, o dos pneus, na sua luta pela primazia do futebol português. Como crítica inicial, presidiria ao corso um carro de Reis emigrados e vazio simbolizando a crescente vaga de emigração. Através da sátira nos nossos carros alegóricos e dos grupos envolvidos pretendíamos transmitir ao público uma mensagem de alerta, um apontar o dedo baseada na crítica à nossa realidade. Queríamos dizer “o Rei vai nu”.

O Carnaval de Amares 2013 contou com uma extraordinária equipa de voluntários do 8 aos 80 anos e com um especial reforço, a voluntária finlandesa, Riikka Hyvarinen, que no início de 2013 chegou a Amares através do programa Serviço Voluntário Europeu SVE. O seu contributo foi fundamental, revelando-se especialmente nas suas extraordinárias capacidades de pintura que abrilhantaram o resultado final dos trabalhos.

O desfile de Carnaval estava agendado para domingo, 10 de Fevereiro, ao contrário de todas as restantes edições que foram realizadas na terça-feira gorda, já que o governo não concedeu tolerância de ponto. Chegado o dia do desfile as piores previsões meteorológicas acabariam por se confirmar, não estando reunidas as condições para a realização do corso nos moldes planeados. O Animares tentou ainda montar uma exposição estática no centro de Amares mas o agravamento do mau tempo fez com que todas as atividades fossem canceladas. A frustração estava instalada no grupo e, pela primeira vez, o corso de Carnaval amarense não saiu.

Reagendou-se o desfile para o fim-de-semana seguinte na espectativa que uma semana depois fosse possível desfilar e mostrar a todos os visitantes o trabalho realizado. Às 15h00 de 17 de Fevereiro, os carros encontravam-se prontos no entanto as condições meteorológicas, mais uma vez, eram adversas, ainda assim, e debaixo de uma forte chuvada, os carros alegóricos passearam-se pelas ruas de Amares.

No mês de agosto fizemos um “Carnaval de Verão”, organizando um desfile noturno, com a participação dos carros alegóricos e de alguns figurantes.